Sindicato repudia a ação de membros da GCM de Goiânia

Nota de repúdio

O Sindicato dos Jornalistas de Goiás vem, publicamente, repudiar a ação de membros da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia (GCM), que na manhã desta sexta-feira, 31 de março, intimidaram o jornalista Rosenwal Ferreira, ao serem questionados, em via pública, sobre o uso de várias viaturas para assegurar a ação de fiscais que autuavam um simples trabalhador que busca ganhar a vida vendendo pastel.

Notadamente, o trabalhador não oferecia perigo algum, mas durante a ação fiscalizatória se viu cercado por viaturas e policiais fortemente armados. Ao se deparar com a situação, o jornalista buscou informar-se e, sem objetivo de ofensa, questionou a força empregada. Por isso, foi intimidado com ameaças veladas, como a afirmação de que sabiam onde ele morava.

O uso excessivo da força por parte da GCM já foi criticado em outras ocasiões, como quando da atuação dos guardas municipais contra foliões do carnaval de rua de Goiânia e contra estudantes que comemoravam a aprovação no vestibular, em parque da cidade.

A GCM tem como importante missão a vigilância do patrimônio público municipal, como as escolas que rotineiramente são vítimas de furtos e roubos de equipamentos. A desproteção certamente tem trazido graves prejuízos à comunidade goianiense e aos cofres municipais.

A GCM tem sua existência assegurada para proteger o patrimônio e ajudar a defender a população. Não pode nem deve constranger qualquer cidadão que questione sua atuação.

Ressaltamos, por fim, a responsabilidade do prefeito de Goiânia, senhor Rogério Cruz, que deve atuar para recolocar a GCM em sua função original e fazê-la prestar um serviço à altura dos desafios da cidade.

A Diretoria

Convocação: Assembleia Geral Ordinária para Campanha Salarial

O Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás, no uso de suas atribuições legais e estatutárias resolve, de acordo com o artigo 21º do Estatuto social (a assembleia geral – ordinária ou extraordinária – será convocada por edital publicado em jornal de grande circulação e por outros meios de comunicação do próprio Sindicato, com antecedência de 15 dias, salvo em caso de reconhecida urgência e no interesse exclusivo da categoria, quando então a sessão extraordinária poderá ser convocada com prazo mínimo de 48 horas) convocar Assembleia Geral Ordinária da categoria no dia 29 de março de 2023, às 19h00 (dezenove horas), em primeira convocação, ou às 19h30 (dezenove horas e trinta minutos) em segunda convocação, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia:

  1. Discussão e aprovação de proposta a ser encaminhada às empresas contendo Proposta de Reposição Salarial 22/23.

Local da Assembleia: Auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás, à Av. Anhanguera, nº 5389, Ed. Anhanguera, Sala 1306, Centro, nesta capital, e ainda em formato remoto por endereço a ser divulgado 48 horas antes da assembleia.

Goiânia, 16 de março de 2023.

Cláudio Curado Neto (Presidente)

Jornalistas goianos esperam conquistar reajuste acima do INPC

Categoria respondeu à pesquisa online indicando suas expectativas para a negociação salarial desde ano

Uma pesquisa inédita feita pelo Sindicato dos Jornalistas de Goiás junto à categoria apontou as principais reivindicações dos jornalistas goianos para a negociação salarial deste ano.

A grande maioria dos respondentes defende uma forte mobilização até maio, mês da data-base, para que os salários sejam reajustados com índice acima do INPC. Isso quer dizer que a categoria espera conquistar a reposição da inflação do período e também uma reposição das perdas salariais ocorridas nos últimos anos.

A recomposição dos salários é a principal reivindicação, mas não a única. Os jornalistas goianos também disseram ser uma necessidade urgente a oferta por parte dos empregadores de plano de saúde e seguro. Na convenção coletiva e nos acordos coletivos em vigor, existe a obrigatoriedade dos empregadores contratarem seguro acidente/vida para seus trabalhadores da notícia, mas o plano de saúde ainda não é uma obrigação; algumas empresas oferecem e outras não.

Os jornalistas que participaram da pesquisa, realizada online, disseram estar prontos para a mobilização da campanha salarial, mas 89% preferem que as assembleias de discussão e deliberação das propostas de convenção/acordos sejam realizadas virtualmente. Do mesmo modo, a ampla maioria (93%) acha que as ações de mobilização devem ser por meio das redes sociais.

A pesquisa do Sindicato dos Jornalistas foi respondida por 102 jornalistas. Os respondentes declaram-se majoritariamente brancos (60%) e com curso superior (100%). A maioria (58,8%) ganha acima do piso salarial e até R$ 5 mil. Somente 3,9% ganha acima de R$ 10 mil. Os baixos salários refletem na satisfação: 59,8% estão pouco satisfeitos com seu salário e 10,8% estão insatisfeitos. Outros 26.5% declaram-se satisfeitos e 2,94% muito satisfeitos.

Dos respondentes, 63,7% trabalha com carteira assinada, 21,6% é freelancer ou pessoa jurídica e 14,7% é funcionário público.

O Sindicato de Jornalistas já está trabalhando nas propostas de convenção/acordo coletivo para discutir com a categoria e encaminhar aos patrões. A assembleia para a discussão e aprovação das propostas deve ser convocada ainda para este mês de março.

Plano de saúde: o Sindjor Goiás quer ouvir os jornalistas

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás elaborou uma pesquisa e disponibilizou o formulário para os(as) jornalistas a respeito de plano de saúde. O objetivo da ação é celebrar parceria com operadora de plano de saúde e oferecer benefícios para os(as) filiados(as). O formulário da pesquisa estará disponível no período de 8 a 19 de março de 2023.

A diretoria do Sindjor está empenhada em fechar negociação com operadora de plano de saúde para jornalistas filiados(as), com benefícios especiais.

De acordo com o presidente Cláudio Curado, já existem alguns valores cotados e esse desejo de celebrar essa parceria é antigo. “Desde 2022 estamos realizando reuniões e buscando propostas. Recebemos algumas, porém entendemos que precisam ser melhoradas. Por isso a pesquisa foi elaborada para que possamos ouvir os jornalistas e entender a realidade de cada um. Logo, é necessário que todos os interessados, filiados ou não, respondam ao questionário”.

Curado explica que entender a realidade do(a) jornalista com relação a plano de saúde vai facilitar a negociação para obtenção de uma proposta melhor.

A pesquisa é destinada a jornalistas, filiados(as) ou não, que trabalham em todos os regimes (CLT, servidor público, MEI, CNPJ, etc). “Nós entendemos que caso o(a) jornalista ainda não seja filiado(a) e queira realizar a sua filiação para poder ter direito a esse e outros benefícios, poderá fazê-lo. Por isso é tão importante o preenchimento”, conclui.

Clique aqui e responda à pesquisa!

Filie-se!

A filiação ao Sindjor Goiás fortalece a categoria. Basta chamar no WhatsApp (62) 99976-8289 para mais informações sobre filiação e meios de pagamento. Atualmente, dividimos a anuidade em até 12X no cartão de crédito. Atualmente, dividimos a anuidade em até 12X de R$ 28,36 no cartão de crédito, ou R$ 330,00 à vista no PIX (com base o Piso 2022). A partir de maio de 2023, este valor poderá sofrer alterações.

Oportunidade: progressão funcional do servidor público

A progressão funcional do servidor público é uma mudança na carreira dada por meio de uma espécie de promoção – muito semelhante ao que ocorre no setor privado. Portanto, trata-se de uma oportunidade de alcançar melhores posições e, consequentemente, ter salários maiores e outros benefícios. As progressões pode ser: horizontal ou vertical.

Jornalistas profissionais, filiados/as, que sejam servidores públicos e que tenham atingido os requisitos básicos nos planos de cargos e carreiras, mas não tiveram a progressão funcional concedida, podem procurar o sindicato, que irá orientar a respeito para que as medidas necessárias possam ser tomadas.

A advogada, Arlete Mesquita, OAB/GO 13.680, explica que as regras de promoção e progressão funcional são definidas pelas leis dos planos de carreiras das categorias, o que inclui, em geral, tempo de serviço, merecimento e avaliações de desempenho ou realização de cursos de atualização e/ ou aperfeiçoamento.

Conforme a advogada, resumidamente, é uma elevação de cargo dentro da carreira: o servidor passa de um padrão de vencimento para outro, de acordo com os critérios estabelecidos pelo plano de cargos e salários do setor no qual está lotado.

“As progressões, no entanto, podem ocorrer de forma horizontal ou vertical: quando há aumento salarial sem que incorra na mudança de nível hierárquico (horizontal); ou quando há aumento de salários em razão do deslocamento de um cargo para outro, dentro da mesma classe (vertical).”, conclui.

Jornalista, filie-se e fortaleça a categoria!

4˚ Prêmio Dom Tomás Balduino de Direitos Humanos em Jornalismo

No próximo dia 14 de fevereiro (terça-feira), às 19 horas, será feita a entrega dos troféus do 4˚ Prêmio Dom Tomás Balduino de Direitos Humanos em Jornalismo durante uma solenidade no auditório da ADUFG Sindicato ((9ª Avenida, Nº 193, Setor Leste Vila Nova).

Serão premiados os melhores trabalhos jornalísticos sobre temas de direitos humanos, em seis categorias: TV, Rádio, Fotografia, Web, Impresso e Arte (charges e ilustrações) nas modalidades profissional e estudante.

O evento faz parte da programação da VI Jornada Goiana de Direitos Humanos, que nessa edição comemora o Centenário de Dom Tomás Balduino, bispo dominicano incansável defensor dos direitos
humanos, dos direitos indígenas, dos trabalhadores sem terra, comunidades tradicionais e da justiça social. Também serão homenageados defensores e defensoras de direitos humanos por suas trajetórias de luta e resistência em defesa de outros mundos possíveis.

São eles: os militantes do MST criminalizados em 2016 em um processo inédito que tentou enquadrar o movimento como organização criminosa, Valdir Misnerovicz, Luiz Borges, Natalino de Jesus e Dyessika Lorena. O caso representa a origem do Comitê Dom Tomás, fundado justamente para
enfrentar a questão da criminalização dos movimentos sociais. E também será homenageado outro militante da luta em defesa da reforma agrária, Lázaro da Luz, preso em Itapaci no momento do lançamento do Comitê no auditório da Faculdade de Direito da UFG.

O troféu exclusivo do 4˚ Prêmio foi criado pelo artista plástico Carlos Monaretta, que buscou uma conexão simbólica com Dom Tomás Balduino por meio da forma das mãos de sua irmã, Anunciata Balduino, a partir da moldagem em resina. Na palma da mão-troféu, um punhado de sementes vermelhas de urucum fazem referência ao compromisso profundo de Dom Tomás com os povos indígenas e com a terra.

Em três edições, já foram premiados 29 jornalistas que deram visibilidade para a situação de direitos humanos em Goiás ao narrar fatos importantes da nossa realidade como o caso dos adolescentes queimados vivos no CIP, despejos forçados, violência e letalidade policial, refugiados, violência contra a mulher, o impacto da pandemia
na desigualdade social, entre outros.

Júri

Para avaliar as inscrições recebidas em 2022, foi formado um júri de especialistas em jornalismo e direitos humanos como Pinheiro Sales (jornalista e escritor), Clara Domingos (integrante do Coletivo Jornalistas Livres), Denize Bandeira (Mestre em Comunicação pela UFG), Luciana Dias (antropóga e coordenadora do Coletivo Rosa Parks) e Claudia Nunes (jornalista e integrante da coordenação doComitê Dom Tomás).

Homenagem especial

O Prêmio fará ainda uma homenagem especial ao jornalista e cineasta cubano Daniel Diez, fundador da emissora comunitária TV Serrana, que produz documentários com a participação dos camponeses e camponesas da região de Sierra Maestra. Premiado pela UNESCO, o projeto representa uma iniciativa de comunicação popular e democratização dos meios de produção audiovisual, que fortalece a cultura regional e dá visibilidade
para outras realidades do país.

O Prêmio Dom Tomás Balduino de Direitos Humanos é realizado pelo Comitê Goiano de Direitos Humanos Dom Tomás Balduino, Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da UFG, Sindicato dos Jornalistas de Goiás (Sindjor) e Núcleo de Estudos e Pesquisas em Direitos Humanos da UFG
(NDH UFG).

Texto: Claudia Nunes (Comissão organizadora)

Pauta jurídica: sindicato promove palestra sobre revisão de aposentadoria

Visando trazer esclarecimentos para os/as jornalistas sobre o tema aposentadoria, o Sindjor Goiás promove palestra no dia 8 de fevereiro, com a advogada, Arlete Mesquita. O evento vai iniciar às 19h, no auditório do Sindjor, em Goiânia. As inscrições podem ser feitas pelo WhatsApp do sindicato (62) 9976-8289.

De acordo com Cláudio Curado, presidente do Sindjor, o sindicato vai promover palestras com pauta jurídica de interesse da categoria mensalmente. “Esta é a primeira palestra com pauta jurídica. As datas e os temas das próximas serão divulgados oportunamente em nossos canais de comunicação”, afirma.

Foto: divulgação
Foto: divulgação

Sobre a palestrante

Arlete Mesquita é advogada, OAB/GO 13.680, especialista em Direito Previdenciário e assessora jurídica do Sindjor Goiás.

Serviço

Palestra: Revisão de Aposentadoria
Palestrante: Arlete Mesquita
Data: 08/02/2023, quarta-feira
Horário: 19h00
Informações e inscrições: (62) 9976-8289 Local: Auditório do Sindjor Goiás (Av. Anhanguera, 5389, Edifício Anhanguera, 13º andar, sala 1309, Setor Central. Goiânia – GO)

Sindjor convida jornalistas para café da manhã no dia 4

No próximo sábado, 4 de fevereiro de 2023, a partir das 8h30 da manhã, vai ocorrer um café da manhã especial para os/as jornalistas, na Saga Nissan, loja da Avenida 85, Setor Marista, em Goiânia – GO.

O evento é uma oportunidade para os/as jornalistas conhecerem sobre a parceria do Sindjor Goiás com a Saga Nissan, que oferece desconto exclusivo para jornalistas filiados/as em dia, na compra de veículos direto da fábrica. Na ocasião, o/a jornalista também poderá realizar a sua filiação ou colocá-la em dia, pois o Sindjor vai estar presente.

Os/as jornalistas interessados/as em participar do café da manhã para conhecerem a parceria, sem compromisso, precisarão confirmar presença até o dia 03/02 (sexta), diretamente no WhatsApp do Sindjor Goiás (62) 9976-8289.

Clique aqui para confirmar a sua presença agora no WhatsApp do Sindjor Goiás!

Serviço

  • O que? Café da manhã
  • Quando? 4 de fevereiro, sábado, a partir das 8h30
  • Onde? Saga Nissan
  • Qual endereço? Avenida 85, nº 3111, Setor Marista, Goiânia – GO
  • Precisa confirmar presença? Sim, no WhatsApp do Sindjor Goiás (62) 9976-8289.

Sindjor Goiás conseguiu reajuste acima da inflação em 2022

Análise realizada pelo DIEESE em 48 negociações da data-base dezembro, encerradas até 11/01, mostra que 81,2% dos reajustes salariais ficaram acima da inflação medida pelo INPC-IBGE.

Reajustes iguais ao INPC foram observados em 16,7% das negociações, enquanto apenas 2,1% (correspondentes a uma única categoria) ficaram abaixo da inflação.

Em Goiás, o Sindjor Goiás conseguiu negociar reajuste no Piso do Jornalista em 2022 de aproximadamente 9,47%. Ou seja, o valor do piso passou de R$ 2.512,00 para R$ 2.750,00. O sindicato também conseguiu um aumento de 8% no salário de quem recebe acima do Piso.

Acesse o PDF produzido pelo Dieese: https://www.dieese.org.br/boletimnegociacao/2023/boletimnegociacao28.pdf

Piso do/a jornalista 2023

Para efeitos de negociação para o Piso de 2023 dos/as jornalistas que atuam em Goiás, foi elaborado um formulário para preenchimento de todos/as os/as jornalistas, sindicalizados ou não, que trabalham em regime CLT, estatutário ou autônomo. O prazo máximo para envio das respostas é dia 31 de janeiro de 2023.

O preenchimento é facultativo, porém quanto mais jornalistas responderem, melhor o Sindjor Goiás terá um panorama geral para negociar o salário de 2023 e buscar melhorias para os/as demais jornalistas que atuam em outros regimes de trabalho.

Participe! Clique aqui e responda à pesquisa.

Termina dia 31 o prazo para preencher o formulário da Campanha Salarial 2023

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Goiás preparou uma pesquisa para ouvir a categoria que atua em Goiás, antes de formular a proposta de acordo/convenção salarial, que será discutida e aprovada em assembleias e, depois, enviada aos patrões para a discussão/negociação. A pesquisa também abrange todos os/as jornalistas, sindicalizados/as ou não, que trabalham em regime CLT ou não. O prazo para envio das respostas termina no dia 31 de janeiro.

A cada ano, infalivelmente, o Sindicato dos Jornalistas de Goiás cumpre a sua tarefa de negociar com as empresas de comunicação salários e condições de trabalho. A data-base dos/das jornalistas goianos/as é 1º de maio, mas o Sindicato já está pensando no futuro, que está próximo.

A pesquisa está sendo divulgada desde o dia 3 de janeiro e pode ser respondida por todos/as os/as jornalistas. Respondê-la é a primeira contribuição que o/a jornalista pode dar para que a campanha salarial seja vitoriosa, com ganhos para os salários, mais direitos e também para que se possa buscar melhores condições de trabalho para jornalistas autônomos.

Clique aqui e responda à pesquisa.

Leia também:

Análise realizada pelo DIEESE em 48 negociações da data-base dezembro, encerradas até 11/01, mostra que 81,2% dos reajustes salariais ficaram acima da inflação medida pelo INPC-IBGE.

Reajustes iguais ao INPC foram observados em 16,7% das negociações, enquanto apenas 2,1% (correspondentes a uma única categoria) ficaram abaixo da inflação.

Acesse o PDF: https://www.dieese.org.br/boletimnegociacao/2023/boletimnegociacao28.pdf

Brasil registra uma agressão a jornalista por dia em 2022

Apesar da queda no total de casos, Relatório da FENAJ aponta aumento dos ataques diretos aos profissionais da notícia, como hostilizações e agressões físicas

O ano de 2022 foi marcado, no Brasil, pelas eleições gerais e pela violência política, que atingiu autoridades, políticos, militantes dos movimentos sindical e social e pessoas que, em comum, tinham o fato de serem defensores da democracia e das instituições democráticas. Os jornalistas brasileiros foram, igualmente, vítimas do ódio político, mas tiveram de continuar enfrentando também a violência dirigida à categoria em razão do exercício profissional.

Assim, o número de agressões a jornalistas e a veículos de comunicação manteve-se em níveis elevados, apesar da queda registrada em comparação com o ano anterior. Foram 376 casos, 54 casos a menos que os 430 registrados em 2021, ano recorde, desde o início da série histórica dos levantamentos feitos pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

Apesar da queda de 12,53% em relação ao ano anterior, o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2022 traz uma constatação: as agressões diretas a jornalistas tiveram crescimento em todas as regiões do país, com jornalistas sendo atacados cotidianamente. “Houve uma agressão por dia a jornalista no país no ano passado”, afirma a presidenta da FENAJ, Samira de Castro, destacando que, em muitos casos, mais de um profissional foi agredido.

Houve crescimento de 133,33% nas ocorrências de Ameaças/hostilizações/intimidações, que foi a segunda categoria com maior número de ocorrências em 2022, com 77 casos. Já as Agressões físicas aumentaram 88,46%, passando de 26 para 49 no ano passado. Cabe destacar, ainda, o brutal assassinato do jornalista britânico Dom Phillips, numa emboscada, junto com o indigenista Bruno Pereira, em Atalaia do Norte (AM).

Os números completos do levantamento da FENAJ serão divulgados na próxima quarta-feira (25/01), a partir das 15h, na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro. Em seguida, haverá entrevista coletiva.

Serviço

Lançamento do Relatório da Violência Contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2022.

Quando? Quarta-feira, 25/01, às 15 horas

Onde? Sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro – Rua Evaristo da Veiga, 16, 17º andar – Cinelândia

Transmissão: Canal da FENAJ no YouTube e Facebook, e retransmissão pelas páginas dos Sindicatos de Jornalistas filiados

Mais informações sobre participação na coletiva de imprensa: 

E-mails: sindicato-rio@jornalistas.org.br e fenaj@fenaj.org.br

Telefone – (21) 99806.3730

WhatsApp – (21) 99278.2137

Texto: Fenaj

Servidores públicos estaduais e municipais que sejam responsáveis por pessoas com deficiência têm direito à jornada reduzida

O Supremo Tribunal Federal (STF) em decisão recente, decidiu, por unanimidade, pelo direito à redução da jornada de trabalho do servidor público que tenha filho ou dependente com deficiência. De acordo com o STF, a regra que é aplicada a servidores federais deve se estender aos servidores estaduais e municipais.

A decisão foi tomada no julgamento do RE 1237867, com repercussão geral reconhecida (Tema 1.097). Sobre o tema, foi fixada a seguinte tese: “Aos servidores públicos estaduais e municipais é aplicado, para todos os efeitos, o art. 98, § 2° e § 3°, da lei 8.112 /90”.

Com a decisão, fica assegurado aos servidores estaduais e municipais com filho e/ou dependente com deficiência, o direito à redução de 30 a 50% da jornada, por analogia ao previsto no Estatuto do Servidor Público Federal, sendo legítima a aplicação da lei federal aos demais servidores.

Informações: Arlete Mesquita – OAB/GO 13.680 (assessoria jurídica do Sindjor Goiás)