Sindjor Goiás e FENAJ publicam nota de repúdio contra censura a jornalistas

Abaixo nota de repúdio, publicada nesta segunda-feira (21), pelo Sindjor Goiás e FENAJ contra censura a jornalistas do site Atilados e da Rádio Sucesso FM.

Nota de repúdio

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás (SindJor Goiás) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vêm, publicamente, repudiar a censura aos jornalistas Yago Sales dos Santos, Gabriella Braga, Leonardo Lucas Ferreira Elboni, do site Atilados, e Ravena Carvalho Machado e Messias Nogueira, da Rádio Sucesso FM, imposta pelo juiz Willian Costa Mello. 

Ele concedeu decisão provisória (tutela de urgência antecipatória) a ação movida pela advogada Maria Luiza Póvoa Cruz, que pediu a retirada do ar de reportagem “As ligações da ex-juiza e advogada Maria Luiza Póvoa Cruz” e o impedimento de divulgação de qualquer informação relacionada a ela, sob pena de multa diária.

A reportagem faz parte de uma série intitulada “Defesa Ardil”, que revela relações da advogada, que é juíza aposentada, com supostos golpes dados em proprietários de imóveis que teriam sofrido perdas milionárias.

Uma primeira tentativa de censura foi rechaçada pelo juiz plantonista Ronnie Paes Sandre. A ex-juíza voltou à carga e com o juiz Willian Costa Mello conseguiu a censura.

O SindJor Goiás e a FENAJ lembram que a censura judicial é um atentado à liberdade de informação jornalística, garantida pela Constituição Federal. Também alertam para o perigo da utilização da Justiça para intimidações a jornalistas. 

O ato de censura deverá ser questionado em outras instâncias judiciais e, se necessário, no Supremo Tribunal Federal, que tem a missão de guardar os preceitos constitucionais. 

O SindJor Goiás e a FENAJ colocam-se ao lado dos profissionais e conclamam a sociedade goiana a também se postarem contra a arbitrariedade e qualquer tentativa de cerceamento ao legítimo direito à informação.

Goiânia, 21 de dezembro de 2020.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás.

Federação Nacional dos Jornalistas. 

Sindjor Goiás e FENAJ publicam nota de repúdio em defesa do jornalista Paulo Beringhs

NOTA DE REPÚDIO

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás (SindJor Goiás)
e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vêm, publicamente, repudiar as agressões verbais do deputado Humberto Teófilo (PSL) ao jornalista Paulo Beringhs. Na sessão da Assembleia Legislativa desta quarta-feira, 27 de outubro, o deputado ocupou a tribuna para tentar desqualificar a pessoa e o profissional.

A pretexto de fazer a defesa do também deputado Major Araújo (PSL),
candidato a prefeito de Goiânia, Humberto Teófilo utilizou termos grosseiros para criticar a atuação de Beringhs na mediação de debate entre candidatos, promovido pela TV Brasil Central, e cobrou do profissional subserviência aos deputados pelo fato de ele ser funcionário comissionado da Assembleia.

O SindJor Goiás e a FENAJ alertam para o perigo das intimidações aos
profissionais que visam, invariavelmente, cercear a liberdade da informação jornalística. A crítica, muitas vezes legítima, não pode ser confundida com um pretenso “direito à violência”, ainda que verbal.

Historicamente, em períodos eleitorais crescem as agressões aos
jornalistas, evidenciando que nem sempre as regras democráticas e o respeito às instituições da democracia – entre elas a imprensa – são respeitados por aqueles que querem se eleger representantes do povo.

Sindicato e FENAJ prestam sua solidariedade a Paulo Beringhs e
conclamam a sociedade a repudiar toda e qualquer forma de agressão aos
jornalistas. Cidadãos e cidadãs têm direito à informação e o Jornalismo é a
atividade profissional por excelência que torna efetivo esse direito.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás
Federação Nacional dos Jornalistas

Nota de repúdio contra agressão a jornalista

O Sindicato dos Jornalistas de Goiás vem, publicamente, repudiar a covarde agressão cometida pelo senhor Valeriano Abreu, candidato a prefeito da cidade de Anápolis pelo PSL ao jornalista Weber Witt, profissional que atua na Rádio 96 FM.

O candidato irritou-se, na tarde do último dia 14 de outubro, ao ser questionado, em entrevista, acerca de processo judicial que responde por possíveis irregularidades em sua atuação quando síndico naquela cidade. Preferiu não responder e,  ao final da entrevista, muito alterado, agrediu o profissional que estava ali para cumprir o seu papel: fazer as perguntas para as quais o povo de Anápolis cobra respostas.

A cidade de Anápolis, que já deu a Goiás vários governadores e outros políticos de grande estirpe, certamente não merece ter seu destino atrelado a alguém sem preparo e que prefere partir para a agressão, em vez de dar as necessárias explicações de seus atos.

O Sindicato dos Jornalistas se coloca à disposição do colega jornalista e cobra das autoridades a devida apuração da agressão.

Diretoria Sindjor Goiás

Traz a Olivetti aí pro jornalista tuitar

Quando vislumbrei a possibilidade de me tornar jornalista, lá pelos idos de mil novecentos e bolinha, a imagem do profissional que vinha na minha mente era de um sujeito de barba por fazer, com um cigarro aceso dependurado no canto da boca, uma máquina de escrever Olivetti de teclas bem pesadas pela frente e um olhar esbugalhado, procurando o melhor lead pra impactar seus leitores. A notícia iria circular somente no dia seguinte, em um jornal impresso, formato standard, dobrado no meio em uma banca de revistas ou com dobras suficientes para torná-lo quase um canudo nas mãos hábeis de um jornaleiro, que o arremessaria sobre a grade de um assinante ou, ainda, o balançaria vigorosamente em um semáforo fechado, esgoelando: Extra! Extra!

Tenho a impressão que essas cenas dinossáuricas sequer passam pela cabeça dos atuais estudantes de jornalismo ou dos coleguinhas mais jovens. As novas tecnologias mudaram todo o processo, a começar pelo imediatismo da notícia. Já não se concebe mais a redação de uma notícia para ser lida daí a 8, dez horas. O que se escreve no noticiário on-line é… on-line. É pra ser consumido na hora, senão torna-se notícia velha!

E a questão não para por aí. Muitas profissões da cadeia de produção do jornalismo de antes sequer existem mais, ou foram radicalmente modificadas. O profissional que sobreviveu em redação de jornal ou revista hoje tem de fazer o papel de diversos trabalhadores de então: repórter de rua, setorista, revisor, diagramador, componedor, redator, paginador, fotoliteiro, chapista, ilustrador, entregador… Isso quando não é forçado pela empresa a se desdobrar ainda mais e ser o fotógrafo, cinegrafista e radialista.

Mas isso não significa que o jornalismo esteja em extinção. Muito pelo contrário, as novas tecnologias trazem ferramentas que condensam muitas dessas atividades e permitem ao profissional elaborar seu produto final com a rapidez e a qualidade que o mundo pós-moderno exige.

Alguém dirá que essas mesmas tecnologias permitem que a informação já não seja mais privilégio do jornalista e que, hoje, qualquer pessoa tem acesso aos meios de divulgação, aí incluídos os blogueiros, youtubers, influencers, vlogueiros e palpiteiros. Sentenciará, também, que as redes sociais se tornaram a principal fonte noticiosa pra muita gente.

Sem dúvida, trata-se de um fenômeno comunicacional que já vem sendo estudado nas academias, de onde surgirão teses e explicações mais convincentes do que pretende este artigo. Mas daí a se dizer que as redes sociais estão substituindo o jornalismo vai um abismo – permitam-me a quase redundância – colossal.

É certo que estamos vivenciando um momento de transição, que causa confusão na cabeça de muitas pessoas, que às vezes deixam-se levar pela fofoca postada pelo vizinho, pelo site mal-intencionado ou pela fake news descarada.

Mas, em algum momento vai ressurgir o verdadeiro jornalismo e a atividade vai finalmente se sedimentar nesse novo terreno, por enquanto arenoso, pois, afinal, as pessoas ainda anseiam pelos valores intrínsecos ao jornalismo e que somente nele podem ser buscados: a confiança, a imparcialidade, a credibilidade, a checagem em fonte primária e confiável, enfim, o compromisso com os fatos e a busca pela verdade.

Alexandre Alfaix de Assis é jornalista da Diretoria de Comunicação do Tribunal de Contas do Estado de Goiás. Graduado pela UFG, com especialização em Assessoria de Comunicação também pela UFG, é 1º secretário administrativo do Sindjor-GO.

Teste gratuito de Covid-19 para jornalistas em Aparecida de Goiânia

Vitória dos(as) jornalistas!

Há cerca de dois meses, o Sindicato dos(as) Jornalistas pediu às prefeituras de Goiânia e Aparecida e ao governo do Estado que jornalistas fossem incluídos na lista de prioritários na vacinação contra H1N1, por estarem expostos indo às ruas cobrir a pandemia. A resposta foi que o protocolo era feito pelo Ministério da Saúde e que isto não seria possível no momento.

Agora a prefeitura de Aparecida de Goiânia informou ao Sindjor-GO que autorizou a testagem em jornalistas que atuam em veículos de comunicação para diagnóstico de Covid-19. O Jornalismo foi incluso entre as atividades essenciais durante a pandemia.

Para agendar o teste, basta ligar no telefone 0800-646-1590. O atendimento será realizado no drive-thru do posto montado na Avenida C-6, Jardim Boa Esperança, no Centro de Diagnósticos e Especialidades, em Aparecida de Goiânia. O posto funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 16h.

Para ter acesso ao teste, é preciso apresentar documento de identidade e registro profissional ou contracheque, crachá ou qualquer documentação similar que comprove sua atuação profissional no veículo de comunicação.

O Sindicato dos Jornalistas de Goiás agradece à prefeitura de Aparecida de Goiânia por essa ação em favor dos(as) jornalistas goianos(as)!

Novo site lançado no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Lançado neste domingo (3), a data não foi escolhida por acaso. Trata-se do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Vivemos tempos difíceis em que a liberdade de imprensa está sendo ameaçada e o papel do(a) jornalista se faz imprescindível. É preciso informar, combater as fake news e defender a democracia. E sem liberdade de imprensa não há democracia!

O portal, que é a casa do(a) jornalista, tem uma nova identidade visual, mas mantém o seu objetivo, que é informar toda a categoria sobre seus direitos, benefícios, bem como piso salarial e convênios. E principalmente valorizar o(a) jornalista para que ele(a) possa exercer o seu ofício com uma qualidade cada vez maior, com liberdade e ter orgulho de uma profissão tão importante para a sociedade.

Mas não é só isso. Pelo site você confere notícias, o posicionamento da entidade frente aos temas mais relevantes que acontecem no País, além de informações sobre filiações, mensalidades, diretoria e muito mais. E para os(a) jornalistas autônomos(as) há, também, uma tabela de valores, que pode contribuir como guia.

Neste momento, no qual a categoria tem estado na linha de frente no combate à crise pandêmica do novo coronavírus (Covid-19), por meio da informação, a união da classe se faz vital. Goiás tem representação. O seu, o meu, o nosso Sindicato dos Jornalistas de Goiás. Entre e conheça o novo site. Comente, sugira, contribua e filie-se. Esta luta é nossa! Uma luta pela informação e pela democracia.

E aí, gostou?

O Jornalismo está mais vivo do que nunca

Mais uma vez o Jornalismo se mostra fundamental para o País. Mesmo com tantos ataques feitos pelo atual presidente da República, o Jornalismo está mais vivo do que nunca. O(a) jornalista é o profissional da comunicação que coleta, investiga e analisa dados para a produção de notícias sobre fatos que afetam a sociedade. O verdadeiro Jornalismo tem compromisso ético de levar informação de qualidade para a população. Leia Mais…