Vacinação de jornalistas: finalmente categoria foi incluída para receber a vacina da COVID-19

Profissionais da imprensa receberam a informação da inclusão no grupo prioritário para vacinação contra a COVID-19, em Goiás. O anúncio foi feito pelo governador do Estado, Ronaldo Caiado, por meio de suas redes sociais, nesta quinta-feira, 24 de junho. Desde dezembro de 2020 o Sindjor Goiás e a Fenaj vem buscando sensibilizar as autoridades sobre essa necessidade. 

De acordo com o presidente do Sindjor Goiás, Cláudio Curado, foram enviados três ofícios à Secretaria de Saúde de Goiás (SES-GO). “O sindicato, desde dezembro passado, tenta sensibilizar o governo para a necessidade de vacinar jornalistas e demais comunicadores contra a COVID-19. O primeiro ofício foi feito em dezembro, com resposta negativa, em fevereiro outro, sem resposta, e mais um abril”, afirma. 

No anúncio do governador foi informado que as novas remessas de vacina contra a COVID-19 terão reserva de 10% para garis, profissionais de imprensa e lactantes. Segundo ele, os 90% restantes serão para continuidade da imunização por idade decrescente. 

Até o momento, o Sindjor Goiás não recebeu informações sobre como serão os critérios para a vacinação de jornalistas em cada uma das cidades goianas, exceto Aparecida de Goiânia, cujo critério será o local de trabalho do/a jornalista. Conforme foi repassado ao Sindjor Goiás, serão vacinados em Aparecida de Goiânia os/as jornalistas que trabalharem em Aparecida, mesmo que residam em outra cidade. 

Demais ações do Sindjor Goiás e Fenaj

O presidente do Sindjor Goiás informa que no início do mês de junho esteve com o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha e fez a entrega do ofício. 

Em Goiânia, solicitou ao presidente da Câmara Romário Policarpo, que apresentou requerimento aos demais vereadores, que aprovaram durante a sessão. O documento iria ser enviado ao prefeito, mas não houve retorno da Prefeitura de Goiânia até o momento.

Paralelamente a isso, jornalistas protocolizaram ofícios nas cidades de Porangatu, Niquelândia,  Anápolis,  Itumbiara,  Formosa, Catalão e Rio Verde. 

No dia 9 de junho, Dia Nacional da Imunização, o Sindjor Goiás apoiou e participou de ação promovida pela Fenaj, pedindo a vacinação da imprensa. Jornalistas goianos também aderiram à campanha, vestindo azul e publicando em suas redes sociais, com o objetivo de sensibilizar as autoridades. 

“Recebemos esse anúncio nesta quinta-feira, 24, com muita alegria, pois é uma necessidade do/a jornalista que está na linha de frente trazendo informação de qualidade para a sociedade e combatendo as fake news. Nossa reivindicação é justa. E, neste momento, aguardamos as orientações dos municípios goianos a respeito da vacinação. Em Goiânia, já me coloquei à disposição do secretário de comunicação para ajudar na definição dos critérios”, finaliza Cláudio.

Cláudio Curado e prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha
Cláudio Curado e chefia de gabinete do vereador Romário Policarpo
Sheilismar Ribeiro e a prefeita de Porangatu, Vanuza Valadares

Jander Paulo e prefeito de Formosa, Gustavo Marques

Câmara de Goiânia aprova requerimento para vacinação de jornalistas

O presidente do Sindjor Goiás, Cláudio Curado, esteve na Câmara Municipal de Goiânia nesta manhã, 8/6, para pedir apoio do presidente da Casa, vereador Romário Policarpo para a inclusão de jornalistas e comunicadores como prioridade para vacinação em Goiânia.

O vereador apresentou o requerimento na Câmara ainda na manhã do mesmo dia, que foi aprovado pelos demais vereadores. Agora, o documento será encaminhado ao prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, para aprovação.

Conforme Cláudio, os/as jornalistas estão expostos a riscos, no exercício da profissão para buscar as informações corretas para a sociedade, além de atuarem para combater as fake news. “É necessário vacinar os/as jornalistas para que possam continuar desempenhando o seu trabalho com maior segurança no combate à desinformação”, conclui.

Romário Policarpo | Foto: Mariana Capeletti – Câmara Municipal
Romário Policarpo | Foto: Mariana Capeletti – Câmara Municipal

“Em inúmeras capitais os jornalistas já estão sendo vacinados. Isso se deve a importância do esclarecimento da população, devido a necessidade de exporem em inúmeros contatos em busca de informações”.

Vereador Romário Policarpo.

Campanha salarial 2022: empresas propuseram 0% de aumento

O Sindjor Goiás informa que as empresas propuseram 0% de aumento salarial para 2022, ou seja, nada. A diretoria discorda totalmente desta atitude das empresas e tem lutado para que esse quadro mude.

Pensando nisso, o sindicato convoca os/as jornalistas goianos/as que entendem que o seu trabalho tem valor e que o aumento salarial é necessário e justo, para que vistam azul no dia 9 de junho de 2021 (quarta-feira).

Compartilhe com o/a colega. Juntos, somos mais fortes!

Nota de solidariedade ao jornalista Thalys Alcântara

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás (SindJor Goiás) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vêm a público prestar a sua solidariedade ao jornalista Thalys Alcântara, repórter do jornal O Popular, vítima de ataque por parte das entidades representativas do segmento policial do Estado de Goiás. 

A agressão se deu logo após a publicação da reportagem “Denúncia é exceção em morte pela PM”, feita com base em estudo de mestrado em Direito do advogado Alan Kardec Cabral Júnior, também duramente agredido em sua honra, com quem também nos solidarizamos.

Ao defender seus interesses corporativos, o que essas entidades fizeram foi promover um ataque à liberdade de imprensa, tão imprescindível à democracia. Ao invés de contestar o conteúdo da reportagem com dados, essas entidades preferiram partir para a agressão, o que merece, por parte do SindJor Goiás e da FENAJ, um veemente repúdio.

Ataques à imprensa e a seus profissionais, à liberdade de imprensa e à liberdade de expressão têm sido uma constante nos últimos anos. O cenário que se apresenta aos jornalistas é o de violação ao exercício da profissão, à independência na produção de notícias e de extrema violência contra a categoria.

Contra esse tipo de manifestação, SindJor Goiás e FENAJ estarão sempre na linha de frente, colocando suas estruturas para atuar em favor dos jornalistas e do Jornalismo. Lembramos que Jornalismo não é crime, mas sim um bem público essencial à democracia.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás

Federação Nacional dos Jornalistas

19/05/2021

Dia do Trabalho: a luta pela valorização continua

Hoje a pauta é mais do que especial: Dia do Trabalho. É uma data importante para reconhecermos e valorizarmos cada vez mais a relevância do trabalho de cada ser humano.  É através da mão de obra de cada um que a economia gira, que a sociedade evolui e que a ajuda mútua tem o seu valor. 

Há vários tipos de trabalho e todos nós dependemos do que o outro tem a oferecer. Também, é por meio do trabalho que o sustento de uma família é possível.  Infelizmente, atualmente, temos um cenário triste em nosso País em que muitos trabalhadores/as estão sem emprego e muitos passando até fome. A pandemia veio e mexeu com todas as estruturas. 

A forma de trabalho foi impactada e, aqueles que estão impossibilitados de trabalharem, não estão recebendo a ajuda mínima e necessária do Governo Federal para o seu sustento e da família. É muito triste. Além disso, é necessário lembrarmos que muitos direitos que haviam sido conquistados pelos/as trabalhadores/as foram retirados com as reformas trabalhista e previdenciária. Vivemos tempos muito difíceis, mas a luta precisa continuar. Afinal, os/as trabalhadores/as têm muito valor. 

Nossos/as trabalhadores/as jornalistas

Especialmente hoje, nosso reconhecimento para os/as jornalistas, que continuam firmes, trabalhando para levar informação de qualidade e com credibilidade para toda a população. Independente de estarem nas redações dos veículos de comunicação ou nas assessorias de comunicação e imprensa, o trabalho dos/as jornalistas faz diferença.

Atualmente, muitos/as jornalistas estão na linha de frente para buscar informações e, mesmo assim, não foram reconhecidos/as pelo Governo, como trabalhadores/as que necessitam de prioridade para vacinação. Nossa realidade é contraditória e ainda há desvalorização do trabalho de muitos/as profissionais. Mas, isso não tira e jamais tirará a importância e o valor de cada trabalhador/a. A força de um país está na força de cada trabalhador/a que procura fazer o seu melhor a cada dia. Parabéns, trabalhadores/as! Sigamos firmes, na luta!

Sociedade Civil manifesta repúdio à contratação de Urzêda

Confira abaixo, nota pública, assinada por mais de 70 entidades de movimentos sociais e sociedade civil, endereçada ao prefeito do município de Goiânia-GO, Rogério Cruz.

Nota Pública Contra a Nomeação do Coronel Urzêda

Senhor Rogério Cruz, Prefeito de Goiânia,

O Comitê Goiano de Direitos Humanos Dom Tomás Balduíno, articulação composta por mais de 80 entidades de movimentos sociais e sociedade civil, vem a público repudiar a nomeação do Coronel Wellington de Urzêda Mota, ocorrida na data de 13 de abril de 2021, para o cargo de Secretário Executivo para Assuntos Sociais do Escritório de Prioridades Estratégicas da Prefeitura de Goiânia.

Conforme se verifica na Lei Municipal nº 335/2021, que redefine a estrutura administrativa do Poder Executivo Municipal, aprovada no primeiro dia dessa nova gestão, o Escritório de Prioridades Estratégicas possui importância fundamental por ser responsável pelo planejamento e gerenciamento dos projetos considerados de maior relevância no campo social para esta capital.

Para coordenar tal pasta, bem como as demais secretarias, Vossa Senhoria tem se pronunciado publicamente no sentido de que escolherá perfis técnicos. Entretanto, não é o caso do citado Coronel, já que ele não possui experiências anteriores no campo da ação social, seja de cunho acadêmico, na formulação de políticas públicas ou no desenvolvimento de projetos sociais reconhecidos nesta área.

Além de não possuir capacitação técnica, o citado Coronel é relacionado a escândalos públicos e processos judiciais estaduais e federais relacionados à violência policial, que envolveram a Rotam – Rondas Ostensivas Táticas Metropolitana, da qual foi comandante. A população socialmente vulnerável é justamente a que mais sofre com a violência policial, sendo o grupo a ser atingido pelas políticas públicas desenvolvidas pela pasta que agora é ocupada pelo Coronel Urzêda.

Em suas manifestações públicas, o Coronel defende o armamentismo, o punitivismo e o encarceramento como solução para a criminalidade, posição que esvazia tanto a postura de compreensão crítica dos problemas sociais, quanto as ações políticas centradas no diálogo e na construção de alternativas sócioeducacionais para efetivamente promover transformações sociais e empoderar as populações periféricas, que hoje enfrentam uma severa crise humanitária.

Deste modo, compreendemos que existem em Goiânia inúmeras pessoas que possuem perfil técnico na área social e experiência política agregadora para tal função, sem a mácula de um passado que em tantos ainda gera dor, intimidação e descrédito na ação do Poder Público.

Por entendermos que não é esta a mensagem que a nova gestão da Prefeitura pretende transmitir aos cidadãos goianienses, pedimos que o Coronel seja retirado de tão simbólico cargo.

Assinam esta Nota (em ordem alfabética):

  1. #PARTIDA GOIÂNIA
  2. #SOLIDARIZAGOIANIA
  3. ABREPAZ – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA ESPÍRITA DE DIREITOS HUMANOS E CULTURA DE PAZ
  4. ARCA –  ASSOCIAÇÃO PARA RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DO AMBIENTE
  5. ARCA – ASSOCIAÇÃO PARA RECUPERAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
  6. ARTIGO QUINTO
  7. ASSIBGE SN GOIÁS – SINDICATO NACIONAL DOS TRABALHADORES DO IBGE EM GOIÁS
  8. ASSOCIAÇÃO GOIANA DA ADVOCACIA SINDICAL OBREIRA – ASIND
  9. ASSOCIAÇÃO MULHERES NA COMUNICAÇÃO
  10. BLOCO ANTICAPITALISTA
  11. BLOCO NÃO É NÃO
  12. BRCIDADES
  13. CAMINHOS DO BEM GOIÁS
  14. CENTRO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM SAÚDE GOIÂNIA
  15. CENTRO CULTURAL CARAVIDEO
  16. CENTRO CULTURAL ELDORADO CARAJÁS
  17. CENTRO DE ESTUDOS BÍBLICOS- CEBI
  18. CENTRO DE FORMAÇÃO, ASSESSORIA E PESQUISA EM JUVENTUDE – CAJUEIRO
  19. COLETIVO CONEXÃO FEMINISTA
  20. COLETIVO DE ADVOGADOS E ADVOGADAS POPULARES LUIZ GAMA
  21. COLETIVO MENTE SATIVA
  22. COMISSÃO DOMINICANA DE JUSTIÇA E PAZ DO BRASIL
  23. COMITÊ GOIANO DE DIREITOS HUMANOS DOM TOMÁS BALDUÍNO
  24. CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE GOIÂNIA – CMS
  25. CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL – CRESS GOIÁS
  26. CORRENTE SOLIDÁRIA GO
  27. CSA – COMUNIDADE QUE SUSTENTA A AGRICULTURA
  28. CTB GOIÁS
  29. CURSO DE VERÃO
  30. DESENCARCERA GOIÁS
  31. DEVIR SOCIAL
  32. FÓRUM DE DEFESA DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE GOIÁS
  33. FÓRUM GOIANO EM DEFESA DOS DIREITOS DA DEMOCRACIA E DA SOBERANIA
  34. FREI MARCOS SASSATELI – COMISSÃO DOMINICANA DE JUSTIÇA E PAZ
  35. GRUPO ELES POR ELES
  36. IBRACE – INSTITUTO BRASIL CENTRAL
  37. INSTITUTO ANJOS DA LIBERDADE
  38. INSTITUTO MEMÓRIA E RESISTÊNCIA
  39. INTERSINDICAL – CENTRAL DA CLASSE TRABALHADORA
  40. JORNALISTAS LIVRES
  41. MÃES DE MAIO DO CERRADO
  42. MANDATO DO DEPUTADO ANTÔNIO GOMIDE
  43. MANDATO POPULAR DEPUTADA DELEGADA ADRIANA ACCORSI
  44. MANDATO POPULAR DEPUTADO FEDERAL RUBENS OTONI (PT-GO)
  45. MANDATO POPULAR VEREADOR MAURO RUBEM
  46. MANDATO VEREADORA AAVA SANTIAGO (PSDB)
  47. MARINA SANT’ANNA, EX-DEPUTADA FEDERAL (PT-GO) E VEREADORA EM GOIÂNIA
  48. MOVIMENTO CAMPONÊS POPULAR – MCP
  49. MOVIMENTO DE MENINOS E MENINAS DE RUA DE GOIÁS
  50. MOVIMENTO ESMERALDINO ANTIFASCISMO
  51. MOVIMENTO NACIONAL DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA – GO
  52. MOVIMENTO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS (MNDH)
  53. MOVIMENTO NOSSO GOIÁS
  54. MOVIMENTO POLICIAIS ANTIFASCISMO
  55. MOVIMENTO POPULAR TERRA LIVRE
  56. MOVIMENTO SEM TERRA – MST
  57. MOVIMENTO VILA NOVA ANTIFASCISMO
  58. NÚCLEO DE ASSESSORIA JURÍDICA UNIVERSITÁRIA POPULAR PEDRO NASCIMENTO (NAJUP PEDRO NASCIMENTO)
  59. NÚCLEO DE DIREITOS HUMANOS UFG (NDH – UFG)
  60. NÚCLEO DE DIREITOS HUMANOS, EDUCAÇÃO E MOVIMENTOS SOCIAIS (NUDHEM)
  61. NUCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE CRIMINALIDADE E VIOLÊNCIA DA UFG – NECRIVI
  62. OBSERVATÓRIO JUVENTUDES NA CONTEMPORANEIDADE
  63. PARÓQUIA ANGLIANA SÃO FELIPE, DIOCESE ANGLICANA DE BRASILIA, IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL
  64. PASTORAL CARCERÁRIA DO ESTADO DE GOIÁS
  65. PASTORAL DA JUVENTUDE DO MEIO POPULAR
  66. PE. GERALDO MARCOS LABARRERE NASCIMENTO, JESUÍTA
  67. PEDRO WILSON- EX-PREFEITO DE GOIÂNIA E EX-DEPUTADO FEDERAL (PT-GO)
  68. PONTO DE CULTURA A CASA DE VIDRO
  69. PROVÍNCIA FREI BARTOLOMEU DE LAS CASAS – FRADES DOMINICANOS NO BRASIL
  70. SINDICATO DOS PROFESSORES DO ESTADO DE GOIÁS – SINPRO GOIÁS
  71. SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE GOIÁS – SINTEF-GO
  72. SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA SOCIAL NOS ESTADOS DE GOIÁS E TOCANTINS – SINTFESP-GO/TO
  73. SINDICATO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO ESTADO DE GOIÁS
  74. SINDICATO INTERMUNICIPAL DOS TRABALHADORES NO TRANSPORTE COLETIVO URBANO DE GOIÂNIA E REGIÃO METROPOLITANA – SINDCOLETIVO
  75. SINDICOM – SINDICATO DOS TRABALHADORES EM COMUNICAÇÃO NO ESTADO DE GOIÁS
  76. SINDIJOR GOIÁS – SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS NO ESTADO DE GOIÁS
  77. SOCIEDADE MARANHENSE DE DIREITOS HUMANOS – SMDH
  78. STIUEG – SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS URBANAS NO ESTADO DE GOIÁS
  79. SUBVERTA GOIÁS
  80. MÃES PELA PAZ
  81. SINDSAÚDE – SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE DO ESTADO DE GOIÁS

Sindjor Goiás alerta e cobra maior higienização de estúdios

Diante do aumento de mortes de profissionais de comunicação por Covid-19, o Sindicato dos Jornalistas de Goiás tem cobrado, novamente, das emissoras de rádio e estúdios de gravação, uma maior atenção com a higienização de estúdios e espumas de microfones.

Além de higienizar todo o espaço mais vezes ao dia, é fundamental que cada profissional e cada entrevistado tenha sua espuma de microfone e não faça o uso coletivo destas espumas.

Somente com maior higienização destes ambientes fechados e uso de espuma individual (que também deve ser higienizada com frequência) é que iremos reduzir a possibilidade destes espaços serem locais de transmissão do coronavírus.

Os jornalistas que identificarem situações de risco em seu ambiente de trabalho poderão informar o sindicato, que continua atento e cobrando das empresas melhores condições de trabalho para os profissionais, neste período crítico da pandemia.

Nota de repúdio em defesa da segurança de jornalistas

O Sindicato dos Jornalistas de Goiás e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vêm publicamente, repudiar as covardes agressões sofridas pelos profissionais da TV Serra Dourada, jornal O Popular e Mais Goiás, durante o trabalho de cobertura de manifestação contra o fechamento do comércio, ocorrida na manhã desta segunda-feira, 15 de março. Ao mesmo tempo, se solidariza com os(as) jornalistas vítimas das agressões e cobra das empresas e do Governo Estadual, ações de proteção aos(as) jornalistas para que esses lamentáveis fatos não voltem a ocorrer.

Democracia exige jornalismo livre e jornalistas trabalhando com segurança!

Sindjor Goiás e FENAJ publicam nota de repúdio contra censura a jornalistas

Abaixo nota de repúdio, publicada nesta segunda-feira (21), pelo Sindjor Goiás e FENAJ contra censura a jornalistas do site Atilados e da Rádio Sucesso FM.

Nota de repúdio

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás (SindJor Goiás) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vêm, publicamente, repudiar a censura aos jornalistas Yago Sales dos Santos, Gabriella Braga, Leonardo Lucas Ferreira Elboni, do site Atilados, e Ravena Carvalho Machado e Messias Nogueira, da Rádio Sucesso FM, imposta pelo juiz Willian Costa Mello. 

Ele concedeu decisão provisória (tutela de urgência antecipatória) a ação movida pela advogada Maria Luiza Póvoa Cruz, que pediu a retirada do ar de reportagem “As ligações da ex-juiza e advogada Maria Luiza Póvoa Cruz” e o impedimento de divulgação de qualquer informação relacionada a ela, sob pena de multa diária.

A reportagem faz parte de uma série intitulada “Defesa Ardil”, que revela relações da advogada, que é juíza aposentada, com supostos golpes dados em proprietários de imóveis que teriam sofrido perdas milionárias.

Uma primeira tentativa de censura foi rechaçada pelo juiz plantonista Ronnie Paes Sandre. A ex-juíza voltou à carga e com o juiz Willian Costa Mello conseguiu a censura.

O SindJor Goiás e a FENAJ lembram que a censura judicial é um atentado à liberdade de informação jornalística, garantida pela Constituição Federal. Também alertam para o perigo da utilização da Justiça para intimidações a jornalistas. 

O ato de censura deverá ser questionado em outras instâncias judiciais e, se necessário, no Supremo Tribunal Federal, que tem a missão de guardar os preceitos constitucionais. 

O SindJor Goiás e a FENAJ colocam-se ao lado dos profissionais e conclamam a sociedade goiana a também se postarem contra a arbitrariedade e qualquer tentativa de cerceamento ao legítimo direito à informação.

Goiânia, 21 de dezembro de 2020.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás.

Federação Nacional dos Jornalistas. 

Sindjor Goiás e FENAJ publicam nota de repúdio em defesa do jornalista Paulo Beringhs

NOTA DE REPÚDIO

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás (SindJor Goiás)
e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vêm, publicamente, repudiar as agressões verbais do deputado Humberto Teófilo (PSL) ao jornalista Paulo Beringhs. Na sessão da Assembleia Legislativa desta quarta-feira, 27 de outubro, o deputado ocupou a tribuna para tentar desqualificar a pessoa e o profissional.

A pretexto de fazer a defesa do também deputado Major Araújo (PSL),
candidato a prefeito de Goiânia, Humberto Teófilo utilizou termos grosseiros para criticar a atuação de Beringhs na mediação de debate entre candidatos, promovido pela TV Brasil Central, e cobrou do profissional subserviência aos deputados pelo fato de ele ser funcionário comissionado da Assembleia.

O SindJor Goiás e a FENAJ alertam para o perigo das intimidações aos
profissionais que visam, invariavelmente, cercear a liberdade da informação jornalística. A crítica, muitas vezes legítima, não pode ser confundida com um pretenso “direito à violência”, ainda que verbal.

Historicamente, em períodos eleitorais crescem as agressões aos
jornalistas, evidenciando que nem sempre as regras democráticas e o respeito às instituições da democracia – entre elas a imprensa – são respeitados por aqueles que querem se eleger representantes do povo.

Sindicato e FENAJ prestam sua solidariedade a Paulo Beringhs e
conclamam a sociedade a repudiar toda e qualquer forma de agressão aos
jornalistas. Cidadãos e cidadãs têm direito à informação e o Jornalismo é a
atividade profissional por excelência que torna efetivo esse direito.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás
Federação Nacional dos Jornalistas

Nota de repúdio contra agressão a jornalista

O Sindicato dos Jornalistas de Goiás vem, publicamente, repudiar a covarde agressão cometida pelo senhor Valeriano Abreu, candidato a prefeito da cidade de Anápolis pelo PSL ao jornalista Weber Witt, profissional que atua na Rádio 96 FM.

O candidato irritou-se, na tarde do último dia 14 de outubro, ao ser questionado, em entrevista, acerca de processo judicial que responde por possíveis irregularidades em sua atuação quando síndico naquela cidade. Preferiu não responder e,  ao final da entrevista, muito alterado, agrediu o profissional que estava ali para cumprir o seu papel: fazer as perguntas para as quais o povo de Anápolis cobra respostas.

A cidade de Anápolis, que já deu a Goiás vários governadores e outros políticos de grande estirpe, certamente não merece ter seu destino atrelado a alguém sem preparo e que prefere partir para a agressão, em vez de dar as necessárias explicações de seus atos.

O Sindicato dos Jornalistas se coloca à disposição do colega jornalista e cobra das autoridades a devida apuração da agressão.

Diretoria Sindjor Goiás

Traz a Olivetti aí pro jornalista tuitar

Quando vislumbrei a possibilidade de me tornar jornalista, lá pelos idos de mil novecentos e bolinha, a imagem do profissional que vinha na minha mente era de um sujeito de barba por fazer, com um cigarro aceso dependurado no canto da boca, uma máquina de escrever Olivetti de teclas bem pesadas pela frente e um olhar esbugalhado, procurando o melhor lead pra impactar seus leitores. A notícia iria circular somente no dia seguinte, em um jornal impresso, formato standard, dobrado no meio em uma banca de revistas ou com dobras suficientes para torná-lo quase um canudo nas mãos hábeis de um jornaleiro, que o arremessaria sobre a grade de um assinante ou, ainda, o balançaria vigorosamente em um semáforo fechado, esgoelando: Extra! Extra!

Tenho a impressão que essas cenas dinossáuricas sequer passam pela cabeça dos atuais estudantes de jornalismo ou dos coleguinhas mais jovens. As novas tecnologias mudaram todo o processo, a começar pelo imediatismo da notícia. Já não se concebe mais a redação de uma notícia para ser lida daí a 8, dez horas. O que se escreve no noticiário on-line é… on-line. É pra ser consumido na hora, senão torna-se notícia velha!

E a questão não para por aí. Muitas profissões da cadeia de produção do jornalismo de antes sequer existem mais, ou foram radicalmente modificadas. O profissional que sobreviveu em redação de jornal ou revista hoje tem de fazer o papel de diversos trabalhadores de então: repórter de rua, setorista, revisor, diagramador, componedor, redator, paginador, fotoliteiro, chapista, ilustrador, entregador… Isso quando não é forçado pela empresa a se desdobrar ainda mais e ser o fotógrafo, cinegrafista e radialista.

Mas isso não significa que o jornalismo esteja em extinção. Muito pelo contrário, as novas tecnologias trazem ferramentas que condensam muitas dessas atividades e permitem ao profissional elaborar seu produto final com a rapidez e a qualidade que o mundo pós-moderno exige.

Alguém dirá que essas mesmas tecnologias permitem que a informação já não seja mais privilégio do jornalista e que, hoje, qualquer pessoa tem acesso aos meios de divulgação, aí incluídos os blogueiros, youtubers, influencers, vlogueiros e palpiteiros. Sentenciará, também, que as redes sociais se tornaram a principal fonte noticiosa pra muita gente.

Sem dúvida, trata-se de um fenômeno comunicacional que já vem sendo estudado nas academias, de onde surgirão teses e explicações mais convincentes do que pretende este artigo. Mas daí a se dizer que as redes sociais estão substituindo o jornalismo vai um abismo – permitam-me a quase redundância – colossal.

É certo que estamos vivenciando um momento de transição, que causa confusão na cabeça de muitas pessoas, que às vezes deixam-se levar pela fofoca postada pelo vizinho, pelo site mal-intencionado ou pela fake news descarada.

Mas, em algum momento vai ressurgir o verdadeiro jornalismo e a atividade vai finalmente se sedimentar nesse novo terreno, por enquanto arenoso, pois, afinal, as pessoas ainda anseiam pelos valores intrínsecos ao jornalismo e que somente nele podem ser buscados: a confiança, a imparcialidade, a credibilidade, a checagem em fonte primária e confiável, enfim, o compromisso com os fatos e a busca pela verdade.

Alexandre Alfaix de Assis é jornalista da Diretoria de Comunicação do Tribunal de Contas do Estado de Goiás. Graduado pela UFG, com especialização em Assessoria de Comunicação também pela UFG, é 1º secretário administrativo do Sindjor-GO.